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quarta-feira, dezembro 30, 2015

Depois de dois e meio




Não vou nem me delongar sobre os dois anos e meio que fiquei sem postar nada por aqui, deixa quieto. (risos)

 Esse ano de 2015 decidi sair no facebook porquê percebi que desde que abri a conta nessa rede em 2009, fui diminuindo minha leitura em blogs que considero realmente interessantes, o problema é que alguns deles infelizmente pararam de ser atualizados justamente porque seus autores resolveram se arriscar na rede e devo dizer que de alguma forma os que se saíram melhores foram os que optaram pelos vídeos do youtube.
 Meu interesse em buscar coisas novas diminuiu tanto que finalmente, a uns três meses, dei-me conta da fome cultural que estava sentindo e percebi que sim, que o uso da rede social estava contribuindo consideravelmente para isso e que eu estava realmente conformada com o 'PF' (prato feito) que essas redes oferecem.

 As mesma pessoas, as mesmas conversas, as mesmas musicas, os mesmos vídeos, na maioria, vídeos "engraçados" que não raro tem como alvo o constrangimento alheio.
 No youtube, percebo que tenho que cavar um pouco mais do que antes para ver coisas que realmente sejam novas ou pelo menos  apresentadas de uma forma nova e interessante e me refiro aos vídeos brasileiros já que não tenho tido toda essa dificuldade ao acessar vídeos gringos, não sei se é porque a maioria dos autores estão conformados em falar do que todo mundo fala, reagir como todo mundo reage, abordar rasamente assuntos carecas de serem abordados rasamente e os que tentam ser "originais", acabam apelando para a grosserias, ofensas, só para expor um ponto de vista, enfim, tudo muito tedioso.
 Resolvi então voltar a minha rotina de antes, voltei aos livros com mais afinco, aos meus garimpos musicais, tenho procurado ver os filmes que deixei de ver, mesmo aqueles que não me chamaram muito a atenção e tenho tido algumas boas surpresas, percebo que sim, esse ano de 2015 coisas boas aconteceram na cultura pop, mas a cultura pop está, talvez não sei, pela primeira vez, enfrentando muita dificuldade para aparecer como realmente é.
 Então, o balanço cultural e pessoal que faço de 2015 é de redescoberta, um esforço de redescoberta longe das redes que me causaram essa espécie de preguiça cultural.

sábado, junho 29, 2013

Notas de cabeceira.


*Comecei a fazer anotações em uma agenda de 2011 que quase não usei. É uma sensação estranha, de que o tempo não passou ou de que estou regredindo, mas estranhamente me fez refletir em o quanto realmente progredi nesses dois anos. Este é o poder das agendas.

*Voltando a escrever no blog me pergunto se o que escrevo aqui é interessante para alguém e mais uma vez chego à conclusão de isso não faz diferença.

*Apesar de gostar das redes sociais estou me cansando delas, cansando dos excessos de mais e de menos. De menos, porque as pessoas com receio de causar atritos, querendo ser politicamente corretos e só postar coisas agradáveis acabam divulgando matéria insignificante, em excesso.

*Ainda sobre redes sociais. Um amigo postou um vídeo de Caetano Veloso cantando "Se eu não te amasse tanto assim"  e em seguida excluiu o mesmo. Será que ele ficou com receio de que alguém tirasse uma conclusão errada sobre ele por causa da musica? As pessoas tem disso, ou saem anunciando aos quatro cantos cada paixão só para depois lamenta-los também em publico ou procuram de todas as formas evitar comentários alheios sobre sua vida neste campo, principalmente as suposições. Sou desses.

*Ouvindo Marvin Gayer cantando "Come get to this" lembro do Robert De Niro fazendo streap tease em "Manuale d'amore", para a Monica Bellucce. Filme bobo, com uma cena inesquecível, não sei se por causa da estória, pela graça da cena, por causa da enorme vergonha alheia que senti ao assisti-la ou por causa da ternura(?) do personagem do De Niro.

*Ainda sobre filmes. Um dia desses ai assisti "Another Earth", assisti em parte, porque era online e o filme travou no meio e ainda não consegui ver a ultima meia hora deste filme que a maioria odiou.
Eu achei interessante ver como alguém pode desesperadamente, ainda que seja impossível, tentar compensar um grande mal causado a outro. A ideia apresentada no filme de que em outro lugar existe outro Eu, pode ser angustiante. Será que lá, Eu tenho uma vida melhor do que a que Eu tenho aqui? Saber que outro Eu consegue ser melhor que Eu é realmente uma informação que Eu dispensaria. Eu acho.

*Esses dias uma amiguinha nossa veio nos visitar e durante uma conversa qualquer eu disse a minha mãe; 'Ta pensando o quê, a idade chega pra todo mundo'. A garotinha que acabou de completar 14 anos, respondeu num rápido suspiro; "Pois é, chegou pra mim".


terça-feira, março 19, 2013

Vida em prática


Tenho andando muito inquieta esses últimos meses, esse ano começou obrigando-me a fazer algumas mudanças e minha protelação está cobrando o seu preço, me causando muita ansiedade. Não sou chegada a mudanças entretanto, tem épocas da vida em que elas se tornam realmente necessárias e até urgentes.
 O que antes me bastava e até dava prazer hoje me dá tédio, não vejo mais graça, então é hora de partir para coisas novas, atividades novas, novos planos que já estão aqui esperando que eu saia da 

inércia e movimente a vida, porquê há tempo para tudo e agora é tempo de mudanças.
 É muito fácil deixar de fazer o que se precisa por preguiça, medo e o por algo que é bastante comum: Pessoas. 

As pessoas tem um poder que agente a princípio nem imagina, de nos atrasar a vida com cometários negativos, descrenças em nossas capacidades, comentários desmotivadores... é muito fácil comprar essas idéias e ai você vai ficando, ficando, achando que não pode, que não dá, que não consegue, que do jeito que está, está bom e a vida vai passando e você vai ficando. Enquanto essas mesma pessoas que lhe desmotivam estão vivendo e colocando em prática seus próprios planos, você está ai pensando no por que de você não conseguir fazer o mesmo.
 Por isso que às vezes é necessário afrouxar e até romper com alguns laços para conseguir seguir em frente, deixar de comprar ideias que lhe atrasam e por seus planos em curso.
Por experiência própria digo que não é fácil sair de um padrão que lhe foi incutido desde cedo, mas quando se enfrenta a insegurança e o medo de fazer mudanças, principalmente as interiores, porquê são as mudanças interiores que motivam as externas, é igualmente prazeroso e libertador quando consegue faze-lo.
 Então faça! Eu já estou fazendo. 



sábado, janeiro 12, 2013

La solitude


Eu gosto da solidão, a solidão me propõe momentos muito bons, de leitura, de meditação, ao tomar decisões, ao ler um bom livro, ouvir minhas musicas favoritas... mas não gosto que ela seja frequente, existe um limite para a solidão, embora muitas pessoa gostem e afirmem lidar muito bem com ela eu a encaro como uma visita que se deve receber de vez em quando, para que não vire rotina. Creio que um dos grandes perigos da solidão está no risco de nos acostumarmos a ela, nos acomodarmos, acharmos que é melhor assim.
 Eu gosto de saber que posso controlar a solidão (mesmo que isso não seja sempre possível), chama-la quando necessito dela. A ideia de que ela me domine não me agrada. 
A vida oferece tanto, mas para tanto é necessário abrir mão da solidão nem que seja de vez em quando e isso para quem já se acomodou à ela exige coragem, de encarar algo novo, de ter sua vida invadida seja como for. 
Às vezes uma simples mudança na rotina já seria o suficiente pra mandar a solidão fazer um passeio, mas às vezes é preciso mais e esse 'mais' é o tal esforço maior que muitos sofrem tanto para fazer e que eu não não estou disposta a precisar fazer então, continuo com minha luta (dramática, não?) para não permitir que ela me domine.

"La solitude ne donne rien de bon, que de l' indifférence"





segunda-feira, dezembro 10, 2012

Para mim?!!!


Você gosta de surpresas? Eu gosto, gosto de ser pega de surpresa com coisas boas. presentes inesperados são muito mais valiosos porquê quem o deu, o fez sem nenhuma obrigação, o fez simplesmente porque lembrou de você e quis demonstrar isso através de um presente, seja ele o mais caro ou mais barato, o que importa é a satisfação de saber que faço parte dos pensamentos de alguém de forma tão positiva.
 Tem as surpresas abstratas, que também costumam chegar sem avisar, e podem causar um rebuliço.
  Essas surpresas normalmente chegam com mudanças a tiracolo, e lhe empurram possibilidades antes impensáveis. O que fazer com isso então? Ignorar tudo ou ter coragem, "abrir o pacote" e mandar muito do que planejei, esperei, sonhei, para escanteio? 
Planos, sonhos.. são coisas que ainda não são, então eu posso me desfazer deles sem problemas, posso substitui-los por novos planos, novos sonhos que é claro serão mais interessantes, ninguém, normalmente, troca sonhos e planos bons por outros ruins, certo? 
 O dilema é ter certeza de que essas novas surpresas são boas e se as mudanças que podem trazer são acertadas, mas isso é sofrer antecipadamente, isso é desnecessário.
 Abrir o presente com aquela calma, bem devagar, sentido o gostinho da curiosidade que vai sendo satisfeita aos poucos.... isso eu não dispenso, pressa para quê? Se a vida é um emaranhado de laços e papéis que vamos desenrolando e desenrolando, prontos para o melhor que ela tem para oferecer....
 Eu não tenho medo da vida, tenho medo de não viver. 
 Quem venham as surpresas e que tragam as mudanças.
  




terça-feira, outubro 16, 2012

Ensaios incertos



-Estou com muita vontade de escrever, mas não faço ideia do quê. Na verdade eu sei o que escrever, só não sei como. Mais ou menos como quando eu quero expressar algum pensamento em palavras mas não consigo encontrar o jeito certo...

-Hoje resolvi dar um tempo nas redes sociais que frequento, estou achando muito chato ultimamente. Alguém disse que as redes sociais estão deixando as pessoas cada vez mais anti-sociais e eu concordo, as pessoas expõem gostos pessoais, carências, hábitos... que nos seus relacionamentos pessoais ficam "escondidos", o resultado é que acabamos percebendo que aquela pessoa com quem temos algum convívio é na verdade um chato(a) e passamos  a ser críticos de pessoas que antes fazíamos questão de ter por perto e isso não é bom...

-A alguns dias voltei a ter contato com uma velha amiga, eramos muito amigas eu a tinha como uma irmã, mais coisas aconteceram, as circunstâncias dela mudaram o que provocou um distanciamento estranho. Cheguei a fazer mau juízo dela, se eu estava certa acho que nunca vou saber. 
 Ela me ligou, conversamos, ela pediu desculpas, marcamos de nos encontrar, enfim..alguns recomeços são possíveis e se as lembranças boas são muito mais numerosas que qualquer mal entendido, não há porquê abrir mão de uma amizade que sempre me fez bem.
Acho que isso é perdoar, seja o que for....

-Falando em velhos amigos, no domingo reencontrei alguns que não via a alguns anos. Casados, alguns com filhos, outros sem, alguns mais gordos outros mais magros...
 Fiquei um tempo pensando no rumo que a vida de cada um deles tomou e se eles eram felizes, quando tive um estalo e pensei;  'E eu?' Eles parecem ter conseguido o que queriam, o que planejaram, então eu não deveria estar perdendo tempo pensando se eles estão ou não satisfeitos e sim se eu estou satisfeita com o rumo que minha vida tem tomado. As coisas não tem saído como planejei, mas também não há nada ruim ou irreversível, de qualquer forma vencer a frustração tem sido uma constante mas nada que tire minha alegria....

-Nunca mais fui só ao cinema assistir um bom filme, nunca mais sai só pela cidade visitando os lugares que eu gosto... Sempre só. Deve ser esse o problema. 
 Enjoei de ir só....

-E tem as tais dores do crescimento que as crianças sentem quando entram na adolescência, acho que estou sentido as dores do amadurecimento,hahaha... De tempos em tempos, o que se sabe já não é o suficiente, experiências passadas são passado, novas circunstâncias surgem e somos obrigados a lidar com o novo.
 Mesmo que seja benéfico o novo pode ser doloroso, porquê nem sempre o novo é o novo que se espera, mas ai você se entende com ele e a vida segue....

-Eu deveria por papel de parede nesse quarto...talvez com motivos de outono, eu gosto do outono, nem claro demais, nem escuro demais. 
 O céu tem um azul diferente no outono....

-Enquanto escrevo estou ouvindo essa musica do Christopher Cross que eu gosto muito, muito..., que está em minhas lembranças afetivas, que sempre tocava na rádio quando saíamos para passear de carro com o meus pais e que outro dia descobrir que estava nas paradas de sucesso quando eu tinha 1 ano de idade... 




terça-feira, agosto 28, 2012

Pensando...



 Eu gostaria que os meus pensamentos dessem um time de vez em quando. 

 Às vezes tenho até uma sensação de cansaço, tamanha a intensidade com a qual os meus pensamentos me tomam.
 Pensamentos sobre o aqui, o longe, o agora, o depois, a certeza, o improvável, o certo, o duvidoso...sobre as infinitas possibilidades de quase tudo e quase sempre acho melhor continuar pensando. porque, na duvida....
 Eu gostaria que minhas palavras fluíssem tão bem quanto os meus pensamentos, elas não conseguem acompanhar esse ritmo frenético e sei que muitas vezes, em uma conversa, passo a nítida impressão de não saber o que vou falar em seguida, de estar lenta ou sei lá o que pensam quando faço pausas numa conversa e...... demoro uns segundos........para concluir um assunto.......mas escrevendo quase que consigo, saio atropelando as palavras. regras gramaticais? Que nada, o importante é chegar junto dos meus pensamentos, não deixar que eles escapem, porque se não.... o que era mesmo que eu ia dizer?...........
 A alguns anos, na adolescência para ser exata, percebi que colocar no papel meus pensamentos do dia ou quase todos eles, me ajudava a sossegar um pouco mais, desde então tenho o habito de escrever um diário(?), não do tipo, "querido diário..." apenas abro o caderno e começo a escrever, sem uma ordem de acontecimentos ou importância destes. apenas derramo os excessos de idéias, conclusões, frustrações, medos, incertezas, alegrias, satisfações, descobertas..... largo tudo lá e normalmente nunca mais leio outra vez. 
 Às vezes eu pego alguns, sempre de anos atrás e leio, e me surpreendo com as coisas que me causavam preocupação e até mesmo alegria naquele dia, que eu nunca sei qual foi, porque quase nunca coloco datas, datas para quê? Só acontecimentos que alteram nosso rumo na vida merecem registro de datas, os outros, mesmo que bons, são só rotina. 
 Ler os meus próprios pensamentos é uma coisa muito estranha porque enquanto leio, fico pensando em como o que esta ali poderia ter sido diferente se eu tivesse agido de outra forma e lá se vão os meus pensamentos cansar-me com coisas que já se foram, por isso, muito raramente os visito novamente. 

A jangada de pedra - José Saramago