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terça-feira, novembro 03, 2009

Coco Chanel



Esta é a história de Gabrielle “Coco” Chanel, que começa a vida como uma órfã teimosa, e ao longo de uma jornada extraordinária se torna a lendária estilista de alta-costura que personificou a mulher moderna e se tornou um símbolo atemporal de sucesso, liberdade e estilo.
A inocência entediante de Coco Antes De Chanel.O filme faz jus ao título,e realmente mostra quem foi a Coco antes de Chanel.Órfã,pobre,com uma ambição que chega a ser imoral,porém respeitada e não julgada graças ao seu talento e criatividade em adaptar o mundo à sua personalidade provocativa.A expectativa pelo filme foi tanta, que pode decepcionar quem espera por uma produção deslumbrante.Porém,a imagem da Coco Chanel eternizada,lendária,ícone,já é bem conhecida.
A idéia do filme é justamente retratá-la de forma mais real, mostrando apenas um período de sua vida – algo bem comum nos filmes biográficos atuais - em que Chanel estava se preparando, construindo e formando sua personalidade.
É mais um filme com um ponto de vista muito particular, que nos instiga em saber mais do personagem principal.Uma pena ignorarem a Gabrielle Bonheur Chanel,repleta de alguns escândalos,e envolvimentos amorosos e políticos bem polêmicos - pois existem grandes evidencias de que ela defendia idéias bem racistas, e que foi sim uma colaboradora do nazismo e se aproveitou da situação para prosperar sua marca - que a fizeram ser mal vista na França no período pós-guerra,em que a marca Chanel passou por vacas magras e foi ofuscada pela Dior.

A idéia de evitar todas as armadilhas visuais, caricaturas e clichês, foi inteligente,porém o naturalismo da atmosfera, criada pela diretora Anne Fontaine e o desenhista de produção Olivier Radot é desanimadora, apesar de ter uma riqueza de detalhes que passam despercebidos.Ações humildes e aparentemente simples de costurar,cortar,abrir rolos de tecidos,entre linhas,agulhas e alfinetes,ganham charme e beleza em cenas que acompanham todo o filme. São muitos os momentos em que a criatividade e o estilo andrógeno de Chanel são enfatizados. Ela se recusou a usar espartilhos,e de se vestir e comportar-se de acordo com as regras e convenções sociais,mudou a silhueta das roupas femininas e se utilizou de forma inteligente do vestuário masculino.

Para Coco a elegância estava bem longe dos excessos.
Logo no início do filme ela sugere a sua irmã que use o espartilho de um vestido,mais aberto nas costas para que ela pudesse ter mais liberdade para dançar. Em outra cena,após ganhar um vestido branco (de voal e seda repleto de flores e fitas) ela opta por usar um tecido xadrez e confeccionar rapidamente um novo vestido que fugia a todos os padrões de feminilidade da época.O poder de transformar infelicidade em criatividade dá leveza a angustia de nos deparamos com um personagem fiel aos seus desejos,com uma arrogância e um humor cortante.

Sentada em sua famosa escadaria,Coco Chanel saboreia seu triunfo com melancolia e solidão, enquanto recorda momentos de seu passado, nos deixando com uma sensação de, quero mais. Ficarei no aguardo de um filme menos romanesco e inocente,já que a continuidade da história de Coco Chanel é mais excitante.“Deve-se sempre remover, tirar, e nunca acrescentar”, com certeza esta frase da revolucionária estilista,inspirou um filme sem abusos,mas que poderia nos apresentar uma futura imperadora da moda com seus anseios, inseguranças e esperanças de uma forma mais... “temperada”.
Essa é minha opinião,estive muito ansiosa por esse filme,acho a Coco facinante apesar de atitudes citadas a cima afinal é graças a ela que não preciso usar espartilhos(embora muitas hoje estejam voltando a usa-los mais isso são outros 500,risos)entre outras coisas.
De qualquer forma é uma história a ser desvendada.

Periférica

( Fotos tiradas da internet)

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