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segunda-feira, abril 30, 2012

Conclusões (ou quase) III



Uma coisa que observo no ser humano, é a dificuldade que temos que ouvir um "Você também é responsável por isso". Talvez não ditas desse modo, assim, seco (embora algumas vezes seja necessário mesmo), mas de uma forma que o outro entenda que ele também é responsável por determinadas situações. 
- Ahh...mais nem sempre é interessante "jogar" na cara da pessoa que ela é responsável por determinada situação dificíl que está passando. é bom ter empatia, você não acha?
 Acho. Não estou dizendo que o correto é atirar na pessoa seus próprios erros e dizer que ela está colhendo o que plantou e pronto. principalmente se esta estiver sofrendo muito com alguma situação resultante de por exemplo; uma decisão ruim, até porque ninguém toma uma decisão (mesmo ruim) achando que depois vai colher frutos ruins. todo mundo de alguma forma acha que no fim, tudo vai dar certo ou que mesmo tomando uma decisão errada vai conseguir controlar qualquer efeito no futuro.
 O problema é essa mania que as pessoas desenvolveram de querer ser sempre acalentadas o tempo todo, como se fossem sempre as vitimas e às vezes não são. 
 Às vezes o individuo teve todas as chances do mundo para mudar de direção antes que fosse tarde, teve ajuda, quem o alertasse, e sabe-se lá se não estava vendo por si só que aquilo não ia dar em algo bom. ai tudo vai por água a baixo e o cidadão começa num processo sem fim de lamurias constantes como se tivesse sido o maior desavisado do mundo, e eu que não sou empática por não querer ficar ali, o tempo todo afagando o ego dele? Oferecer ajuda prática para que a pessoa possa melhorar sua situação e passar tomar melhores decisões não tem nada haver com isso, embora seja de valor oferecer apoio, não acho que seja interessante trata-lo como vitima. 
 Entendam. não estou dizendo que se deva relembrar vez após vez que ele(a) é responsável por determinada situação, e sim que não vejo vantagem nenhuma em agir como se a pessoa fosse uma criança de 4 anos que não é responsável pelos seus atos, sem falar que agir assim não ajuda ninguém, porque o que eu vejo o que eu percebo, é que quando tratados dessa forma a maioria de nós fica como que andando em círculos, sempre procurando culpados pelas nossas desventuras e procurando quem dê ouvidos a essas queixas e se não saímos desse circulo, não rompemos esse padrão.
Ouvi em alguma lugar, acho que em um filme, que "a pessoa precisa sair de seus problemas, olha-los de fora para analisar melhor o que está acontecendo e enxergar a melhor solução" (profundo isso, não? rs). só que às vezes, não conseguimos fazer isso, simplesmente porque não estamos condicionados a agir assim. Saber olhar nossos problemas do ponto de vista de quem está observando exige (também) uma certa educação emocional e no mundo em que vivemos isso é para poucos. E é exatamente por isso que muitas vezes acho mais proveitoso que ao invés de apenas afagar a cabeça do cidadão dando ouvidos a queixas e lamurias dia após dia, seja muito mais útil  ajuda-lo a ver (ai sim, de maneira empática) a situação de uma maneira mais racional, mesmo que ele(a) não goste no início, porquê para muitos é um choque mesmo, ter que encarar as próprias falhas e mudar esses padrões limitadores.
 Tudo isso se aplica aqueles que tem todas as oportunidades de oferecer essa ajuda prática, por ser alguém próximo e/ou que está preparado para isso. 
 Quanto aqueles que não tem liberdade com o individuo ou não tem preparo para tal,  é melhor se ater aos afagos mesmo. rs.

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